quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quem é o Espírito Santo?


Um dia, uma criança encontrou um monge na rua e, cheia de entusiasmo, perguntou-lhe: – “O senhor poderia me dizer quem é o Espírito Santo?”. O religioso iniciou a explicação com toda sua sabedoria sobre o que a Teologia diz a respeito da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, partindo da Sagrada Escritura e comentando o pensamento dos teólogos mais importantes.
O ensinamento do monge era perfeito e correspondia ao pensamento da Igreja, mas o menino foi embora triste por não ter entendido nada e sem ter obtido uma resposta. Mais à frente, o garoto encontrou uma mulher com um bebê de colo, a qual o colocou no chão e começou a ensiná-lo a caminhar. Chamando-o,  estimulando-o, acariciando-o e o aconselhando sobre os primeiros passos que ele deveria dar para poder caminhar sozinho. Quando a criança estava prestes a cair a mãe a levantava com muito cuidado e se ela, no entanto, caísse, ela procurava defendê-la dos possíveis perigos.
Enquanto o menino observava essas cenas o monge chegou até ele e lhe disse:  –“Olha, meu filho, eu falei muita coisa sobre o Espírito Santo sem que você compreendesse nada. Agora, contudo, você pode olhar a vida de todos os dias, o amor com o qual aquela mulher cuida, ensina e corrige a sua criança é um símbolo real do Espírito Santo de Deus. Ele é o amor visível”.
Se quer conhecer o Espírito Santo olhe o Crucificado e peça a Jesus Cristo que o ensine a amar com o Seu mesmo amor, então, O verá, sentirá a Sua voz, que fala por intermédio dos pequenos e dos pobres, verá o lugar da Sua morada, que é a Igreja e verá a Sua glória, que é o Pão partido sobre o altar para a vida do mundo.


terça-feira, 5 de abril de 2011

"Eis-me aqui Senhor, molda-me!"

Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos. (Is 55,8-9)

Penso que um dos motivos que aumentam a distância entre nossos pensamentos, nosso agir e os de Deus, é a nossa visão das coisas e das pessoas. Não enxergamos com os olhos da Misericórdia, com os olhos de Jesus, o que está a nossa volta. Particularizamos o bem que vemos no mundo, e generalizamos o mal que também está no mundo, ou seja, tantas coisas boas para agradecer a cada dia de vida (muitas passam desapercebidas), mas se acontece um fato desagradável, é o suficiente para anular as coisas boas e estragar nosso dia. E isso com nossa permissão! Isto sem falar na total inversão de valores que invade o mundo a nossa volta, onde os verdadeiros valores, do Evangelho, são desprezados e até ridicularizados. É por isso que o apóstolo São Paulo nos exorta:  "
Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito". Vejo que tomar a forma desse mundo, conformar-se  a ele, é um processo que vai crescendo gradativamente e simultaneamente a medida que nosso olhar, nosso pensar e agir vai se distanciando do  nosso Criador.
À luz do Livro de Jeremias, vemos uma solução, se nossa "forma" não se "conforma" com a de Cristo, nosso Modelo por excelência, não existe outro meio de alcançar a transformação: é preciso QUEBRAR O VASO!
 Nossos conceitos, idéias, opiniões, nossa forma de amar, de viver... enfim é preciso entregar TUDO a Jesus. Esta etapa não é fácil, mas vai nos preparar e infundir em nós coragem e ânimo para a fase seguinte: após entregarmos nossos "caquinhos" nas Mãos do Senhor, precisaremos perserverar, pois é impossível moldar "cacos", se faz necessário para que o barro amoleça, colocá-lo no fogo... Não é fácil admitir, mas é nesse fogo da provação que iremos adquirir qualidade, fibra, resistência para prosseguir na caminhada...
Só assim, meus irmãos, é  possível deixar-se moldar. Um processo lento, delicado, com certeza durará o tempo de nossa vida terrena, mas, vale a pena e não desanime, temos o Senhor ao nosso lado, Maria abrindo o caminho, o céu intercedendo por nós, temos uns aos outros...
O primeiro passo? Digamos com a vida:
EIS-ME AQUI, SENHOR, MOLDA-ME! 
"Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. 
Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome."

(1Pe 4,12-13.16)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Em TUDO, a Caridade!

Resolvi escrever sobre esse tema, pois existe uma linha muito tênue que separa o verbo denunciar do verbo reclamar, e isto em nossas Comunidades. Eu mesma já me perdi em meio a essas duas atitudes. Uma coisa é quando percebemos um comportamento que não condiz com a postura cristã em nossa Comunidade, e com caridade, humildade e discernimento, mas acima de tudo com nosso testemunho buscamos mostrar ao irmão o erro, o engano em seu modo de proceder, não esquecendo nunca que todo esse processo extremamente delicado só terá um resultado favorável, se for conduzido na oração e unção do Espírito Santo, é Ele que nos indica o momento ideal, a palavra certa e prepara o terreno do coração do irmão que carece de uma correção fraterna. Vemos assim que nossa missão de profetas, de denunciar o pecado, o erro, nada tem a ver com barulho, humilhações... mas perpassa por um caminho exigente: o do DIÁLOGO. É de longe o caminho mais difícil, nos arriscamos a sermos mal interpretados, rejeitados e até caluniados, porém é o caminho mais correto e que certamente agrada ao Coração de Deus. Bem mais fácil e cômodo é reclamar, julgar e falar para Deus e o mundo do comportamento errado do irmão (menos para o próprio irmão), mas sem tomar nenhuma atitude que possa nos comprometer. Com certeza esta última é a atitude de alguém com o orgulho ferido, não de alguém que quer "ganhar' o irmão, ver o seu bem.
Bom, uma coisa é certa, nem sempre teremos a indicação precisa de quando devemos calar ou falar, porém, uma coisa sabemos: reclamar, nunca! Eis uma atitude estéril, que não leva a lugar nenhum. Vejamos então esta sábia exortação do Frei Raniero Cantalamessa:

Quem quer corrigir alguém tem de estar disposto a ser corrigido.
O ensinamento de Cristo sobre a correção fraterna deverá ler-se sempre junto ao que diz em outra ocasião: «Como é que olhas o cisco que há no olho do teu irmão e não repara a trave que há no teu próprio olho? Como pode dizer a teu irmão: “Irmão, deixa que tire o cisco que há em teu olho”, não vendo tu mesmo a trave que há no teu?» (Lucas 6, 41-42). Em alguns casos não é fácil compreender se é melhor corrigir ou deixar passar, falar ou calar. Por este motivo é importante ter em conta a regra de ouro, válida para todos os casos, que o apóstolo Paulo oferece: «Com ninguém tenhais outra dívida que a do mútuo amor... A caridade não faz mal ao próximo». É necessário assegurar-se, antes de tudo, de que no coração se dê a disposição de acolhida à pessoa. Depois, tudo o que se decida, seja corrigir ou calar, estará bem, pois o amor «não faz mal a ninguém».

sábado, 2 de abril de 2011

Mostra-me Tua face, Senhor!



Eu te vi, Senhor,
Mas não te olhei.
Por isso não te reconheci.
É tão fácil encontrar-Te no amigo,
No rosto límpido da face transparente,
Na criança ou nos que a ela se assemelham.
Eu te vejo, Jesus, nos carentes de afeto, no pobre;
Ó, e como Te revelas nos abandonados,
Nos desesperados e nos presos!
Senhor, eu quero também ver-Te, olhar-Te
Nos que me ofendem,
Nos que me caluniam,
Nos hipócritas e nos maus.
Ó Pai meu e destes também Pai,
  Tem piedade de todos nós!

(Madre Maria Bernadette do Divino Coração,
extraído do livro:"Seu nome era Cáritas")

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cristão serve à VERDADE!

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida

"QUEM NÃO ESTÁ COMIGO ESTÁ CONTRA MIM" (Lc 11, 23a)
Nessa frase de Jesus, percebemos que Ele dispensa a sutileza e nos dá um ultimato, ou seja, chega de ficar em cima do muro, de ser complacente com tudo aquilo que ameaça nossa comunhão com Deus, por exemplo, aquelas "inocentes" mentirinhas... É hora de decidir de que lado estamos: da mentira, cujo pai é o maligno, do lado do derrotado ouuu do lado da Verdade, do Vencedor, Jesus Cristo.

"É necessário que cada pessoa faça uma escolha. A quem devo seguir? Deus ou o maligno? A verdade ou a mentira? Escolher Jesus Cristo não garante sucesso segundo os critérios do mundo, mas garante aquela paz e alegria que somente Ele pode dar". (Papa Bento XVI)

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