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sábado, 23 de abril de 2011

Silêncio e Espera!


Sábado Santo:
A Igreja reunida vela junto ao Sepulcro do Seu Senhor, presente na "ausência"...
O grito de Aleluia e Glória, ainda preso, sufocam na garganta, pois o Esposo nos foi tirado...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mestre, serei eu?

Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”
Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.
(Mateus 26, 19-25)

A traição e as infidelidades a Jesus, por parte daqueles que dizem segui-Lo, continuam nos dias de hoje, talvez mais sutis, mas ainda sim, existem. As vezes traímos o Senhor até sem perceber ou por ignorância mesmo. Por isso mesmo sempre é bom uma revisão de nossas atitudes, será que são mesmo coerentes com a fé que professamos?



"Mestre, serei eu?"
Quando proclamo com a boca Tua Palavra, mas na prática nego Teus ensinamentos?
"Mestre, serei eu?"
Quando prego a confiança em Ti, mas me apego em supertições e busco outras crenças?
"Mestre, serei eu?"
Quando confesso a fé em Ti, mas me envergonho em evangelizar?
"Mestre, serei eu?"
Quando declaro ser Igreja, mas julgo, falo mal e ofendo a sã doutrina, os sacerdotes, o Papa?
"Mestre, serei eu?"
Quando anuncio ser Tu o centro de minha vida, mas na verdade, ocupas o último lugar em minhas prioridades?
"Mestre, serei eu?"
Que recebi de Ti tantos dons, mas os enterro por conveniência, para não servir?
"Mestre, serei eu???"
Que fui comprada pelo altíssimo preço do Teu preciosíssimo Sangue, mas ... te vendi, pelas minhas traições e infidelidades, por trinta moedas de prata?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O caminho é "sempre" pelo Amor!

Quem de nós já não ouviu esta famosa sentença: "Quem não vai a Deus pelo amor, vai pela dor".
Eu também "pensava" dessa forma até ouvir a reflexão de um sacerdote a esse respeito. Pois é interessante lembrarmos de pessoas que até conhecemos, que sofrem... e sofrem muito, e ainda sim, são incapazes de se voltarem para Deus. Pelo contrário vão se afundando cada vez mais no "poço" da revolta, da autopiedade, do desânimo, da depressão, dos vícios e ás vezes chegam ao extremo: o suicídio. Vemos, então, que a dor e o sofrimento, por si só, não são suficientes para nos levarem até Deus "se" não forem vividos à luz da fé e do supremo dom, o AMOR.

 Amor que levou Jesus a suportar o mais insuportável dos sofrimentos. Amor que Jesus demonstrou ao dizer:
"Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!", em meio a Sua agonia no Getsêmani. Aliás, onde diga-se de passagem, não suou só sangue! O que os evangelistas não narraram, mas nos diz o coração é que o Senhor suou sangue... e Amor, muito Amor!
Amor tão grande, tão forte que não pôde ser contido em Seu corpo humano e brotou em profusão de seus poros.

                                                                                          Amor que também se misturou ao sangue que saía das feridas causadas pela flagelação, coroação de espinhos, do peso e das quedas carregando a cruz, enfim, amor que jorrou abundante das Suas santas chagas, do Seu lado aberto...
É o Senhor nos ensinando com o Seu sacrifício de Amor, que não há sofrimento que possa ser suportado se nossa vida não for sustentada pelo Amor, que não há dor que leve a Deus, se não for conduzida pelo Amor. É sempre o Amor, que fortalece nossa fé, alimenta nossa esperança, gera em nós a confiança na Providência Divina.


Mas então, quem sofre e é incapaz de chegar até Deus, pois lhe falta "Amor", estará perdido? De modo algum, na reflexão abaixo, Ricardo Sá, nos instrui a ajudar nossos irmãos:

          "Ninguém pode oferecer o que ainda não experimentou!
Neste caso, portanto, ninguém pode dar amor se ainda não o recebeu de alguém!
Tenho uma idéia: por que, em vez de reclamarmos a ausência de amor nos outros, não nos tornamos, nós mesmos, o amor de que as pessoas tanto precisam?
Se experimentarem o amor em nós, poderão retribuí-lo, transbordá-lo e assim por diante!
Quem ama dá o primeiro passo!
Pois comece você!"

sábado, 16 de abril de 2011

Hosana ao Filho de Davi!

DOMINGO DE RAMOS
JESUS ENTRA EM JERUSALÉM

Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de tirar conseqüências desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E aqui servem como anel ao dedo umas palavras de São Josemaria. «Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente com um lugar perfeito dentro de nós, teríamos motivos para desesperar. Jesus contenta-se com um pobre animal por trono. (...).Há centenas de animais mais belos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo escolheu esse para se apresentar como rei diante do povo que o aclamava. Porque Jesus não sabe o que fazer com a astúcia calculista, com a crueldade dos corações frios, com a formosura vistosa, mas oca. Nosso Senhor ama a alegria de um coração jovem, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. É assim que reina na alma.».

Deixemo-lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e ações! Afastemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não são nossos. Imaginais o ridículo em que cairia o burrico, se se tivesse apropriado das aclamações e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre?

O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradouro. Poucos dias depois, os que o tinham aclamado pedirão aos gritos a sua morte. E nós deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias notamos o movimento divino da graça de Deus, que passa por nós, podemos dar-lhe lugar nas nossas almas. Estendamos no chão, mais que as palmas ou os ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem que Jesus espera de nós.

(Meditações de D.Javier Echevarría)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A GRANDE SEMANA

Amor, dor e majestade expressos no adorável rosto do Senhor.
Amor infinito, incondicional, amor-doação, amor-misericórdia, sim no rosto dolorido de Jesus havia muito amor, sem o qual seria impossível levar até o fim a vontade de Seu Pai.
Dor, e bem maior que a dor física, a dor da alma de um Deus humilhado, calunidado e rejeitado por seu povo. A Majestade suprema do Rei dos reis, Senhor dos senhores, Príncipe da Paz, humilde na figura do Servo Sofredor.

"Quem venera realmente a paixão do Senhor deve contemplar de tal modo, com os olhos do coração, Jesus crucificado, que reconheça na carne do Senhor a sua própria carne.
Trema a criatura perante o suplício do seu Redentor, quebrem-se as pedras dos corações infiéis e saiam para fora, vencendo todos os obstáculos, aqueles que jaziam debaixo de seus túmulos. Apareçam também agora na cidade santa, isto é, na Igreja de Deus, como sinais da ressurreição futura e realize-se nos corações o que um dia se realizará nos corpos." (dos sermões de São Leão Magno)

VIVA COM FERVOR E INTENSIDADE A SEMANA DAS SEMANAS!
Para o cátólico, Semana Santa, não é um mero feriadão no calendário, mas uma abençoada oportunidade de seguir junto a Jesus, Seus passos rumo a Sua paixão, morte e ressurreição; é contemplar e participar em Comunidade, da Salvação conquistada por Nosso Senhor para cada um de nós.

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