terça-feira, 28 de junho de 2011

"Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!"


"Não estamos treinados a viver com a alegria do Senhor; ficamos esperando que o sofrimento acabe para podermos sorrir, mas precisamos enfrentar a realidade da vida...
Hoje temos de ser como os surfistas que vêem a 'onda' dos problemas e passam por cima dela. E mesmo depois da onda, ele permanece em pé, em cima da prancha.
Não espere a provação acabar para ser feliz.
Seja feliz agora, tenha a coragem de andar sobre o mar agitado."
(Pe. Fabrício)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

As "sombrias cores" do Arco-íris!

Gostaria de indicar à todos que passam por aqui o
que é de riquíssimo conteúdo. O texto abaixo é de sua autoria, e sem dúvida expressa todo o pesar de nós católicos, diante de tanta falta de respeito para com nossa Igreja:

Quando vemos a “Parada do Orgulho GLBT”, São Paulo, usar as imagens dos santos católicos e nas suas performances deturpadas pelo sensualismo para a defesa do uso do preservativo, vemos sim, uma intolerância para com o respeito ao sentimento religioso dos fiéis católicos. Poderíamos imaginar o contrário: a banalização dos ícones e referenciais do GLBT por parte da Igreja – o que é inaceitável - e esperar a reação “planetária”, os gritos midiáticos de que somos intolerantes e não respeitamos seus direitos.
O Movimento GLBT quer ser intocável, pelo menos se mostra assim, mas, infelizmente temos de dizer que há gente infiltrada em suas legítimas organizações que não escondem o ódio à Igreja Católica, o desejo de difamá-la, por isso faz de tal atitude um ato de provocação e desrespeito à Igreja. Nós cremos que a misericórdia de Deus abraça a todos que recorrem a ela, mas cremos também que a misericórdia anda de mãos dadas com a Verdade sobre a Pessoa e sua vocação segundo o plano de Deus. É óbvio que os que compõem o Movimento GLBT são filhos de Deus, amados por Ele, são nossos irmãos e cidadãos de um país democrático com os mesmos direitos e deveres, mas esses direitos e deveres não podem ser unilaterais na proteção das opções e valores. Isto leva à intolerância. É lamentável que agora, pra defender meus direitos e opções, eu tenha que pegar o que é valor de caráter “sagrado” para o outro e banalizá-lo para que se tenha a ideia de que “somos poderosos” e estamos devidamente organizados e protegidos pela Lei. Isto é insensatez e talvez venha a ser um tiro pela culatra.
Quanto a nós, Igreja Católica, Povo de Deus, a ira não pode nos levar ao juízo das consciências, ao ódio, muito menos à violência. Que bom não tenha existisdo nenhum ato de violência aos que lá estavam. A melhor reação é o nosso testemunho de vida cristã que, além do respeito devido, não estamos dispensados de manifestar a nossa indignação dentro do princípio da caridade e da ética cristã, não nos deixando seduzir pela mesma provocação do GLBT que, inclusive nega tal intenção. Os dias conflituosos na defesa das opções só estão começando. O paradoxo é que o colorido do arco-íris venha a ser uma “sombria cor chamada intolerância”. Uma coisa é certa: a verdade nunca banaliza o verdadeiro bem que existe no outro.
Antonio Marcos

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“... A associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”, disse dom Odilo. “Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar...
O cardeal também voltou a manifestar posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (parte de versículo do Evangelho de São João). “Jesus recomenda ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus” ¨

Oração para pedir a luz do entendimento:

Iluminai-me, interiormente, ó bom Jesus!
Fazei brilhar Vossa luz em meu coração e dissipai todas as trevas que o escurecem. Refreai as divagações de meu espírito e quebrantai as tentações violentas que me combatem.
Pelejai fortemente por mim, e afugentai essas feras péssimas, esses apetites que nos lisonjeiam para perder-nos, a fim de que a minha alma consiga a paz pelo Vossa força, e venha a ser um templo puro, onde se entoam à vossa glória perenes louvores.
Mandai aos ventos e às tempestades; dizei ao mar:
"Sossega-te; ao vento: não sopres; e haverá grande bonança" (Mc 4,39).
Enviai Vossa luz e Vossa verdade para que resplandeçam em minha alma, porque sou uma terra estéril e tenebrosa até que Vós me alumieis.
Derramai sobre mim as graças do céu; regai meu coração com orvalho celestial; chovam sobre esta terra árida as fecundas águas da piedade, para que produza frutos bons e saudáveis.
Levantai-me o ânimo oprimido com o peso dos pecados; transportai todos os meus desejos ao céu, para que, gostando a doçura dos bens eternos não possa sem desgosto pensar nas coisas da terra.
Arrebatai-me, desprendei-me das fugitivas consolações das criaturas, porque nenhuma coisa criada pode aquietar e satisfazer plenamente meu coração.
Uni-me a Vós pelo vínculo indissolúvel do vosso amor: porque Vós só bastais a quem vos ama, e sem Vós tudo é vaidade.
 
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Imitação do Cristo
 - Editora Ave Maria

AGRADEÇO O CARINHO DA SHEILINHA, DO "BLOG SEMEANDO CATEQUESE", QUE PRESENTEOU ESTE BLOG COM ESTE LINDO SELINHO!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Obedeça primeiro, entenda depois!


"EU OBEDEÇO PARA ENTENDER
E NÃO ENTENDO PARA OBEDECER"

A virtude da obediência é uma das mais fascinantes no contexto do Cristianismo e a mais dolorida de se exercitar por quem não a compreendeu em seu pleno sentido. Obedecer, segundo os latinos, seria “ob-audire”, isto é, “ouvir àquele que fala”.
Essa definição etimológica nos sugere então que só é possível ser obediente quando nos dispomos ouvir atentamente àquele que nos fala.
Já o verbo entender é desdobramento de toda uma capacidade especial para a escuta interior daquilo que nos é proposto. Ainda no universo latino, encontramos que o entendimento está o tempo inteiro inclinado para aquele que deseja “entrar na tenda”. Isso mesmo! Já me explico: eu o entendo à medida que me permito entrar em sua tenda, adentrando no interior daquilo que você me fala para deste modo compreendê-lo, amá-lo, aceitá-lo…
Não é possível fazer nada disso ficando “à porta da sua tenda”, pois agindo assim não poderei entendê-lo perfeitamente e possivelmente ficarei à margem daquilo ao qual sou chamado a fazer.
No cenário do mundo secular os holofotes sempre se voltam para o entendimento em detrimento à obediência. Neste sentido, neste mesmo cenário somos levados a primeiro querer “entrar na tenda”, problematizar, perguntar para só então depois obedecer.
Cena inversa, entretanto, encontramos no palco do Cristianismo, pois ali essa hierarquia assume outros lugares. Pela fé que abraçamos somos inclinados a perceber que nesta Escola de Santidade é preciso antes de tudo ter ouvidos de aprendiz, agir como discípulo e ouvir a voz d’Aquele que nos fala. E só depois desejar entender a razão da escuta e da obediência, o que muito certamente não será mais necessário.
Jesus quando se encontrava com qualquer pessoa, primeiro Ele lhes falava, lhes chamava, e estas se rendiam para ouvi-Lo atentamente, isto é, lhes obedecia. Resultado de tamanho fascínio é que elas entravam em sua tenda para entender todo seu Projeto de Amor. O recíproco também era verdadeiro, pois era desejo do Mestre conhecer bem de perto àqueles a quem Ele lançara um olhar amoroso.

Vinde após mim e Eu vos farei pescadores de homens.
Eles no mesmo instante
deixaram as redes e seguiram-no”
(Mc 1,18).

Bem sabemos das dificuldades em obedecer e entender os fatos e pessoas. Todavia, em tudo aquilo que nos é próprio do dia-a-dia esses dois verbos não podem ser conjugados dissociadamente. Eis um imperativo da nossa fé! Eis o caminho a ser trilhado em toda e qualquer vocação! É bem verdade que ele nos custará muito.
Nosso desejo vai querer sempre primeiro entender e depois obedecer! Mas a exemplo de Maria, nesta hora “conservemos tudo em nosso coração” (Lc 2,19), e como bom discípulos que buscamos ser, pediremos ao Mestre que nos abençoe com sua graça naquilo que ainda nos falta. Ele cuida de tudo, pois, como dizia Santo Agostinho, diante de uma situação que nos exige a santa obediência e o dom do entendimento,
“Deus só nos acrescenta aquilo que ainda nos falta”.

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