quarta-feira, 20 de julho de 2011

Você é esse amigo?

A banalização da amizade torna as pessoas cada vez mais "colegas" e menos amigas.
(Carlos Hilsdorf)
 
Este dia do amigo me fez pensar... nossa, como muitas vezes banalizamos este grande tesouro que é ter amizades verdadeiras... com que facilidade chamamos de amigo, de amiga, pessoas que são colegas, conhecidos, companheiros, mas, AMIGO, não!
A verdadeira amizade não conhece distâncias, rompe barreiras, supera obstáculos, vai além...
Diante de um AMIGO, as máscaras caem por terra, somos acolhidos como somos ou estamos e isto porque, uma amizade autêntica é edificada no respeito e confiança mútuos!
E mesmo diante da banalização de um valor tão nobre como a amizade, não podemos nos perder, pois temos como perfeita referência, o exemplo de Jesus:
 
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" Jo 15,13
 
 
De uma amizade que não mede esforços para ver o bem-estar, o crescimento do outro, que se sacrifica se for necessário, que partilha vitórias e derrotas, tristezas e alegrias, que está sempre "ao lado de", dessa amizade genuína, o mundo foge desesperadamente, pois um amigo (de fato) é sempre comprometido com a felicidade do outro.
Mais do que nos perguntarmos se temos um amigo assim, a questão fundamental é:
SOMOS ESSE AMIGO?

BASTA UM SÓ!

Com a enorme tentação de superficializar quase tudo, hoje é bom lembrar que Nosso Senhor diz que "já não nos chama de servos, mas de amigos" e que a Sagrada Escritura indica que "quem encontrou um amigo possui um tesouro".
Listar os verdadeiros amigos, aqueles que a vida nos deu como dom, gente que nos diz a verdade e alimenta quem somos é tarefa obrigatória.
É dia de declarar amizade!
Assim que puder, contate os amigos pela fé, por Deus, na santidade.
Eu sei...
Você não precisará de muito tempo, pois são poucos.
Mas basta um só para que o tesouro seja completo!

(por Ricardo Sá)

♥FELIZ DIA DO AMIGO♥


segunda-feira, 18 de julho de 2011

A escandalosa paciência de Deus!


‘...Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio? ’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os servos perguntaram ao dono: ‘Queres que vamos retirar o joio? ’ ‘Não! ’, disse ele. ‘Pode acontecer que, ao retirar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita. No momento da colheita, direi aos que cortam o trigo: retirai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! O trigo, porém, guardai-o no meu celeiro! ’
 (Mt 13,27b-30)


Se dependesse de nós, com que rapidez não mandaríamos arrancar o joio, não é mesmo?
E sabe o que aconteceria?
Seríamos arrancados juntos!
Olhemos para o profundo de nosso coração e sejamos bem sinceros:
Não é verdade que cresce em nosso interior, graças a Deus, um belo e dourado trigal, mas, que também permitimos que cresça junto dele, raízes daninhas de joio?
Quando ouvimos esta parábola, logo pensamos no joio que existe no mundo... talvez por isso passe desapercebido o joio que também está em nosso coração...
Que o Santo Espírito que habita em nós, queime com seu fogo abrasador, purificador, todas essas raízes encardidas, para que quando chegar o momento da colheita, diante do Senhor possamos dizer:
"Eis aqui o nosso trigo, Jesus!"

Para aprofundar mais essa reflexão desta linda parábola, transcrevi abaixo um texto de autoria de Dom Henrique Soares, postado em seu blog VISÃO CRISTÃ:


E Jesus, continuou, sentado, revelando os segredos do Reino:

"O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a granar, apareceu também o joio. Os servos do proprietário foram procurá-lo e lhe disseram: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Como então esta cheio de joio?'”
Que escândalo esta parábola; como nos maltrata!
Olhamos o mundo, campo de Deus, e vemos tantos sinais de joio, tanta maldade, tanta dor e sofrimento... Senhor, por que fizeste o mundo assim? Por que permites o mal? E Jesus explica, docemente: “Um inimigo é que fez isto”. E nós, impacientes; nós, que nos julgamos sábios e temos vontade de dar conselhos a Deus, perguntamos, angustiados e impacientes: “Queres, então, que vamos arrancá-lo?”
Diante da nossa pressa, o Senhor nos responde: “Não, para não acontecer que, ao arrancar o joio, com ele arranqueis também o trigo. Tendes certeza realmente que sabeis distinguir o joio do trigo?
Já vistes que também no vosso próprio coração há trigo e joio?”
Ah, Irmão! A escandalosa paciência de Deus!
O modo misterioso que o Senhor tem de dirigir o mundo! O campo deste mundo, a seara da vida, não estão perdidos. Ainda que apresente tanto joio, o trigo do Reino está presente nele: Deus reina em tantos corações, está presente de tantos modos! O problema é que não podemos calcular, não podemos separar com um bisturi o trigo do joio... E nos impacientamos, nos amarguramos e, tanta vez nos revoltamos contra Deus e quase que descremos... porque Deus não cabe na nossa lógica, não faz como gostaríamos... E o Senhor insiste: “Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifeiros: Arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado; em seguida, recolhei o trigo no meu celeiro". Compreende, Irmão, como é o Reino?
Percebe que ele não obedece a nossos cálculos, não cede à nossa lógica, não liga para nossos prazos?
O Reinado é de Deus e não nosso!
Como é preciso que eu e você nos convertamos para perceber isso e acolher a palavra desse Jesus tão independente, tão senhor de si, tão mergulhado nos tempos e modos do Pai...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

PRISÕES SEM MUROS

O texto anterior do escritor Rick Warren, me fez meditar muito sobre este tema: o servir!
Com certeza, serviríamos melhor, amaríamos com mais intensidade, enfim, viveríamos mais plenamente a vontade do Senhor, se fôssemos livres (?!!).
Ora, e não o somos? Pois, a Palavra nos afirma que não estamos mais sob o jugo do pecado, mas sob a graça...
Ainda sim, não o somos, quando insistimos em construir para nós mesmos, várias "prisões sem muros", invisíveis aos olhos da carne, mas tão eficientes em nos privar de nossa liberdade (conquistada por Jesus), quanto as que conhecemos com grades e concreto.
Prisões que nos impedem de crescer, de melhorar, de arriscar, de dar um passo a mais...
Pois bem... seja LIVRE, assuma esta liberdade conquistada pelo Senhor, para servir, amar e viver melhor e com mais alegria:

LIBERTE-SE DA OPINIÃO ALHEIA
A preocupação excessiva com o que os outros pensam ou falam a nosso respeito, sem dúvida, nos escraviza, gera em nós a dependência da aprovação das pessoas, o desejo de buscar agradar a todos, quando não, também uma carência de estar a todo tempo precisando ouvir e receber elogios...
Lembre-se: você é o que é, não o que as pessoas pensam ou falam de você!
Quer ser livre do juízo que as pessoas fazem de você?
Siga o exemplo de Maria, seja como a "escrava" do Senhor, escolha depender de Deus e do Seu amor misericordioso, pois convém a nós, cristãos, agradar antes ao Senhor do que aos homens!
O que as pessoas pensam de você, não é da sua conta, mas, o que Deus pensa, é:
"... és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti." (Is 43,4)

LIBERTE-SE DAS EXPECTATIVAS
Seja paciente, alimente esperanças, não expectativas!
As expectativas, não raro, geralmente produzem decepções. E isso porque, nem sempre levamos em conta as fragilidades e fraquezas do outro... Bem ao contrário, ignoramos que as pessoas estão a todo tempo sujeitas a frustar nossas expectativas, uma vez que, todos nós caminhamos pela via da conversão em ritmos e velocidades diferentes...
Não fiquemos "presos" às expectativas!
É preciso dominar nossas ansiedades e imediatísmos, permitir que o outro seja quem ele é, com suas qualidades e imperfeições!
Coloque-se no lugar do outro: Você tem capacidade para satisfazer as expectativas de todas as pessoas com quem convive?
Bom, então não espere que o outro tenha! Não imponha às pessoas, fardos que você mesmo não consegue carregar...
Invista sim, na esperança! Que acredita sempre naquilo que Deus pode realizar nas pessoas e através delas!

LIBERTE-SE DO DESEJO DE SER RECOMPENSADO
Nossa, como ficamos inconformados e entristecidos (mesmo não admitindo sempre), quando não somos reconhecidos pelo bem que fazemos, quando não somos elogiados, ás vezes nem citados, diante de uma idéia ou iniciativa que tivemos e foi tão favorável para todos.
"De graça recebestes, de graça deveis dar..."
Através desta palavra, podemos até ouvir a orientação do Senhor:
"Oh, meu filho, minha filha, não recebestes teus dons de graça? Por que então queres cobrar, recebendo reconhecimento e elogios, a vanglória deste mundo?"
Ame, sirva, viva na gratuidade!
Reconhecimento e elogios? Se recebê-los, entregue para quem realmente os merece: DEUS!

LIBERTE-SE DA AUTODEFESA
A vida cristã vai se estabelecendo a partir da comunicação e diálogo fraternos, e para tanto é preciso estar "desarmado" do medo de ser rejeitado, de não ser compreendido e aceito...
Muitas vezes essa autodefesa que nos impede de dar um sorriso espontâneo, de ser um servo acolhedor, e nos faz dar interpretações equivocadas e negativas para palavras e fatos ocorridos em nossa vida, geralmente tem sua origem em nosso passado...
Se na sua vida, existe sujeira que foi varrida para debaixo do tapete, se existe ferida mal curada, é hora de arrumar "esta casa", de cuidar desta ferida, mesmo que doa! Se não podemos mudar o passado, ao menos aprendamos com ele!
Baixe sua guarda, permita-se conhecer a si mesmo, busque conhecer o outro e dê-se a conhecer também, sem máscaras, sem medo de ser quem é!

LIBERTE-SE DA OUSADIA DE JULGAR
Tenho aprendido na busca do autoconhecimento, que o julgamento que muitas vezes deixo sair através de meus lábios, entrou pela janela da alma, os meus olhos.
Por isso persevero na súplica a Deus e no esforço de poder enxergar os irmãos com as lentes da misericórdia, ou seja, pelo olhar de Jesus; na constância em, primeiramente, admitir e corrigir minhas misérias e minhas falhas.
"Meus irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de seu irmão, ou o julga, fala mal da lei e julga a lei. E se julgas a lei, já não és observador da lei, mas seu juiz.  Não há mais que um legislador e um juiz: aquele que pode salvar e perder. Mas quem és tu, que julgas o teu próximo?"
(Tg 4, 11-12)


Concluindo (ou não?), rsrss, creio ter inumerada "algumas" prisões sem muros, muitos são os obstáculos e desafios para respondermos de modo autêntico o chamado de nosso Deus para uma vida reta e santa.
Esse texto, então, é apenas um ponto de partida, para que você, querido leitor, possa se aprofundar nesta grande aventura do autoconhecimento, afinal, nossos inimigos internos, só os podemos derrotar conhecendo-os.



"Somente é livre quem está disposto a perder a vida, o lugar, o cargo, o tempo…"
(Ricardo Sá)


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quem se ocupa de sua missão, assume a identidade de cristão!


Servos não fazem comparações, não criticam, nem competem com os outros servos ou ministérios. Estão muito ocupados realizando o trabalho que Deus lhes deu.
A competição entre servos de Deus é absurda,
 por muitas razões:

*Estamos todos no mesmo time
*Nosso objetivo é fazer que a pessoa de Deus apareça de forma positiva, e não a nossa pessoa
*Recebemos diferentes atribuições e temos todos uma forma exclusiva.

Quando você está ocupado servindo, não há tempo para ser crítico.
Todo tempo desperdiçado em criticar os outros poderia ser usado no ministério.
... Por se lembrarem de que são amados e aceitos pela graça, servos não tem de provar seu valor.
Eles aceitam de bom grado trabalhos que pessoas inseguras considerariam "abaixo" delas.
Um dos mais profundos exemplos de serviço realizado a partir da auto-estima segura foi a lavagem dos pés dos discípulos, realizada por Jesus, uma função totalmente desprovida de status.
Mas Jesus sabia quem era; então a tarefa não ameaçou sua auto-estima.
Somente pessoas seguras de sua identidade de cristã, podem servir!
Pessoas inseguras estão sempre preocupadas com a aparência perante os outros...
Quanto mais você for inseguro, mas irá querer que as pessoas o sirvam e mais necessitará da aprovação delas.
Henry Nouwen disse: "Para sermos úteis aos outros, temos de morrer para eles, ou seja, temos de deixar de medir nossa importância e valor pelos parâmetros dos outros. Dessa forma, ficamos livres para manisfestar misericórdia".
Quando você baseia seu valor e sua identidade no seu relacionamento com Cristo, fica livre das expectativas dos outros, e isso permite que você realmente os sirva melhor.

(Trechos extraídos do livro "Uma vida com propósitos", de Rick Warren)

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...