sexta-feira, 29 de julho de 2011

Entre escolhas e renúncias, a opção nossa de cada dia!



Do nascer ao por do Sol é preciso optar pelo sim ou pelo não.
As opções que fazemos não são neutras. Elas, em parte, definem a qualidade de vida que temos ou que queremos ter.
Quando o relógio desperta, mesmo antes do dia amanhecer, deparo-me com minha primeira oportunidade de escolha. Levanto ou desligo o relógio e continuo dormindo?
Se levantar e começar a agir, provavelmente não me atrasarei e estou contribuindo para que meu dia seja feliz e harmonioso com inúmeras oportunidades de fazer ótimas escolhas.
No entanto, se desligo o relógio e volto a dormir, as conseqüências desta escolha podem ser dramáticas: perder a hora, ficar nervosa e deixar de aproveitar bem cada oportunidade que a vida me dará naquele dia.
Claro que existem situações que vão além. Existem momentos em que, por mais que haja boa vontade de nossa parte, é difícil e arriscado decidirmos sozinhos. Nesta hora, é preciso muita calma e nada melhor que ouvir a opinião de alguém em quem podemos confiar.
É preciso prudência antes de falar "sim" ou "não".
É com muita sabedoria que o salmista reza:
 "...ponde, Senhor, uma guarda em minha boca, uma sentinela na porta de meus lábios..." Sal 140
Quantas vezes respondemos precipitadamente com um sim ou não, essa imaturidade nos traz desagradáveis conseqüências.
Na maioria dos casos, a resposta precipitada é fruto do comodismo, da pressa, da impaciência ou da falta de atenção.
Como faz bem parar uns "segundinhos" para reflexão na hora de decidir.
Santa Teresa, certa vez aconselhando uma de suas irmãs, disse:

"Nunca fales coisa alguma, sem antes refletir e recomendar-te ao Senhor, a fim de que jamais profiras algo que possa magoar alguém! Nunca teimes em ter razão, principalmente tratando-se de coisas insignificantes! Fala a todos com cortesia! Corrigindo alguém, sê modesta e humilde e, nunca o faça sem te humilhares a ti mesmo. Não ouça e não fales mal de ninguém. Sê brando com todos e rigoroso contigo mesmo!"

(Por Dejanira Silva, Missionária CN)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MARIA, Mãe de todos nós!

Há  alguns dias atrás, assisti em noticiário de tv local, uma matéria que me deixou muito indignada:

"Um fotógrafo e artista plástico causou polêmica na Cracolândia, região central de São Paulo conhecida pela presença de usuários de drogas, ao instalar a imagem de Virgem Maria à frente de uma parede com fundo azul e as seguintes inscrições em dourado sobre ela: “Nossa Senhora do Crack”.
... A obra do artista estava na fachada de uma casa abandonada até a manhã deste sábado (23), quando dependentes químicos revoltados com o uso da imagem a destruíram."
( Fonte: Site G1)

Pois bem, fiquei realmente revoltada com o que "julguei" ser uma imensa falta de respeito, porque embora tenha certeza de que Maria está sempre ao lado de todos os seus filhos, especialmente os mais sofridos, relacionar Nossa Senhora com o crack, aí já era demais!
Nos dias que se seguiram procurei acessando o site da arquidiocese de SP, algum pronunciamento para que eu pudesse me posicionar de acordo com o parecer de nossa Igreja e confesso que a princípio fiquei meio desapontada...


"Dom Odilo relatou que se comoveu ao ver uma fotografia do local da imagem. “À frente da imagenzinha, duas pessoas agachadas na calçada, cabeça coberta, possivelmente drogadas, em atitude de oração. Ao lado, um cachorro, fazendo-lhes companhia...”, disse.
“Essa pessoa, talvez desesperada e tomada de angústia, sentido-se só e abandonada de todos, encontrou conforto e amparo na imagem da Mãe do Salvador, ‘Nossa Senhora do Crack’! Não é profanação. A Mãe de Jesus é também a mãe de todos os homens: "filho, eis tua mãe”, destacou o cardeal."


Ontem na rádio 9de julho, Dom Odilo concedeu uma entrevista, falando ao povo católico sobre o fato.
Com muita sabedoria, serenidade e tranquilidade, Dom Odilo começou dizendo que entendia os dois lados. Entendia a indignação daqueles que consideraram como falta de respeito aquela obra e até concordou que o nome dado à santa não foi a melhor escolha, mas, que também entendia a motivação que levou o artista plástico a colocar a imagem no local, que não era a de ofender nossa religião, mas de chamar atenção para o sofrimento dos dependentes químicos e que a imagem de Nossa Senhora trazia conforto àquelas pessoas. Disse ainda, que a Mãe está sempre ao lado dos filhos que mais sofrem, portanto, sim, Nossa Senhora está presente naquele "vale de lágrimas", junto deles, como esteve de pé, diante de seu Filho crucificado.
Pe. Júlio Lancelotti que trabalha com moradores de rua e dependentes químicos apoiou a iniciativa de se levar uma esperança para quem vive no mundo das drogas, comentou também sobre a imagem destruída:
  "Agora quebrada ela ficou mais parecida com o povo que está aqui, machucado, desfigurado..."

Refletindo sobre tudo isso, a minha admiração pelo nosso arcebispo que já era grande, cresceu ainda mais...
Claro, continuo achando e concordando com nosso pastor, que o título dado à imagem deveria ser mudado, mas, como é importante para um cristão buscar adquirir essa capacidade de "ler" sob à luz dos ensinamentos de Cristo, os fatos e acontecimentos de nosso tempo. Me dei conta da minha impulsividade em julgar e condenar uma situação, sem me preocupar em me colocar no lugar do outro, ou avaliar os fatos sobre outros ângulos. Parece que todos nós cristãos ou não, vivemos continuamente "armados", cheios de uma autodefesa nociva para a convivência fraterna, onde são gerados a desconfiança, a impaciência, a intolerância, o preconceito ...

Falando sobre isso, no dia 7 de julho, segundo o site "Terra notícias", a campanha nacional do desarmamento completou dois meses, recolhendo mais de 9 mil armas... Sem dúvida, uma campanha mais do que válida... No entanto, também é certo que o maior e pior "armamento" que existe e que move atos violentos e insanos, nem sempre é entregue com a arma e por vezes é mantido e guardado a sete chaves: o desamor. Tudo é muito paliativo, quando não deixamos cair por terra estes armamentos pesados que muitas vezes se instalam em nosso coração!

Na reportagem que descrevi acima, onde enxerguei apenas falta de respeito, a Igreja foi além, com o discernimento do Espírito Santo que a acompanha, ela enxergou VIDAS! E vidas que estão se perdendo!
Usando uma conhecida frase, podemos dizer, que aquelas pessoas presas ao vício, expostas à discriminação e preconceito, não fazem mais do que rascunhar suas vidas... Muitas delas não terão tempo para passar à limpo!


"ONDE A DOR É IMENSA, A SOLIDARIEDADE DEVE SER INFINITA!"
(Pe. Cido Pereira)


terça-feira, 26 de julho de 2011

A GENUFLEXÃO

O sentido etimológico da palavra genuflexão, vem do latim "genuflexione", oriunda de "genuflectere", que significa dobrar o joelho, ajoelhar; numa forma figurativa bajular, adular, reverenciar. Pode ser tomada, também, como um ato de respeito, submissão.
No aspecto religioso, adorar.
 
O ato de genuflectir, ou seja, dobrar o joelho, pode ser analisado de duas formas: dobrando o joelho esquerdo reverencia-se a majestade representando o poder humano: os reis, rainhas, imperadores, monarcas. É a forma usual dos súditos prestarem aos soberanos sua inteira submissão e o mais irrestrito respeito, obediência, pondo-se ao seu serviço para toda e qualquer eventualidade.
Dobrando-se o joelho direito é um ato de adoração, exclusivo da Divindade. Significa o culto a Deus, pois, somente Deus é adorado. Dessa forma não podemos dobrar o joelho direito às criaturas, seja qual for a autoridade que represente. Nem mesmo aos santos e nem à Virgem Maria, a Mãe de Deus. Podemos ajoelhar-nos frente ao altar dos santos para fazer uma oração, em sinal de respeito e veneração, jamais, numa atitude de adoração. Estaremos cometendo um ato de idolatria.

Qual o motivo que nos levou a refletir sobre a genuflexão?
Muito simples. A igreja é o lugar por excelência para o ato de genuflectir. Percebam bem. Não estou me referindo à atitude de prostar-nos com os dois joelhos em terra para rezar, pois, o ato de rezar, por si só, não significa adoração. Trata-se de uma foram respeitosa, de humildade, quando dirigimos uma prece a Deus, aos santos, ou à Virgem Maria. Ajoelhar-se, adorando a Deus é um ato de fé, de entrega total ao seu poder e divindade, que só a Ele é devido. E isso podemos fazer nas nossas casas, nos santuários e até nas grandes concentrações religiosas.
Quando falamos na igreja é porque lá, de modo especial nos é dada a oportunidade de genuflectir, na presença do próprio Deus, na Pessoa de Jesus Cristo com o seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, na Hóstia consagrada que se encontra no sacrário.

Todos nós sabemos que, o que nos indica a presença de Jesus no altar, é uma lâmpada vermelha, constantemente acesa sobre o altar. Antigamente, embora algumas igrejas ainda mantenham a tradição, essa lâmpada era de cera, acesa num recipiente com óleo.
Nos grandes templos, abertos geralmente o dia todo, é comum não se ver a luzinha vermelha sobre o altar. Face ao grande movimento das pessoas, indo e vindo em todas as direções dentro da igreja, o Santíssimo Sacramento é colocado numa Capela lateral. O correto seria todos se dirigirem à Capela e lá, adorar a Jesus, Deus presente, entre nós.

Voltemos ao nosso tema.
Quando devemos fazer a genuflexão?
Ao entrar ou sair da igreja, vendo o sinal da presença de Jesus, fiquemos em direção ao centro do altar e dobremos o joelho direito, nunca o esquerdo, só se algum problema sério de saúde nos impedir. Quando digo, dobremos o joelho, significa que, apoiados no joelho esquerdo, levemos o joelho direito até o chão. Devemos fazê-lo devagar, com todo o respeito e principalmente com fé.

E se percebermos que Jesus não está no sacrário?
Da mesma forma fiquemos frente ao altar, façamos uma reverência com a cabeça, e, se for o caso, dirijamo-nos à capela ao lado e, se lá verificarmos que Jesus está no sacrário, façamos a nossa genuflexão e nos ajoelhemos para rezar.

E quando a hóstia se encontra no Ostensório, no centro do altar?
Significa que estamos face a face com Jesus, na Hóstia consagrada. Nossa postura será, então, diferente: devemos prostar-nos em terra, com os dois joelhos, levantar-nos e novamente ajoelharmos. Nossa atitude será de adoração a Deus, na Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, presente no altar.
Durante a celebração da Santa Missa, dobramos os joelhos no momento da Consagração. É aconselhável que dobremos os joelhos na elevação da Hóstia antes da comunhão.
Na Sexta-feira Santa fazemos a genuflexão diante do crucifixo, em sinal de adoração ao Cristo que nela foi crucificado.

A genuflexão não pode ser feita às pressas e, muitas vezes, virados para o lado, sem nem ao menos olharmos para o altar.
A genuflexão mais do que um ato de respeito é uma demonstração de fé.
Não pode ser uma atitude furtiva, mas consciente.Não é um hábito, uma encenação, ou um simples gesto.
Trata-se de uma profunda convicção do que estamos fazendo, ou seja, um depoimento público de fé.

 Por que estamos abordando esse tema tão do conhecimento de todos nós?
Não me levem a mal, por favor, e nem pensem que estou criticando a postura de alguém. Venho, há algum tempo observando que estamos procedendo de forma distraída, quando passamos frente ao altar, onde a luzinha vermelha nos indica a presença de Jesus. Alguns fazem uma reverência com a cabeça; outros um gesto imitando uma genuflexão; alguns com o joelho esquerdo; outros passam de um lado para o outro, repetidas vezes, num vai-e-vem, ignorando que Jesus está ali, no sacrário.
Quando forem à igreja, notadamente, em dia de casamento, batizado, missas solenes de aniversário e bodas, observem e tirem suas conclusões. Nunca é demais relembrar. E precisamos sempre que alguém nos advirta. Afinal, estudamos, ensinamos, praticamos os atos litúrgicos, infelizmente, os esquecemos, e de pressa! . . .

Conta-se que um velho vigário levou anos tentando converter um morador da sua paróquia. Com o passar do tempo, os dois ficaram até amigos, mas, o padre nada conseguira. Dera muitas lições ao infiel; emprestou-lhe muitos livros e principalmente rezava pedindo a Deus a sua conversão. E nada! Certo dia, depois de demorada solenidade, com a celebração da Santa Missa, esperou que todos os fiéis fossem embora e, como o sacristão pedira para sair logo após a cerimônia, foi fechar a porta do grande santuário. Voltando devagar, para a sacristia, quase se arrastando pelo peso da idade e cansado dos trabalhos do dia, ao chegar em frente ao altar, aprumou-se, encheu-se de energia e principalmente de fé e, devagar e com toda a piedade, fez a sua genuflexão. Mal levantar foi aturdido com altos gritos vindo do fundo da igreja: "Eu creio, padre, eu creio! Sei que Jesus está ali! Estou convertido!" O padre olhou para trás e viu o seu velho amigo infiel correndo para ele, falando em vós alta: "Eu quis provar a sua fé, padre! O senhor estava sozinho, foi o bastante para me converter! ..."

Na verdade, quantas pessoas poderão converter-se, com um simples ato de demonstração de fé da nossa parte!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

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Pois é, ai desse blog se desviar dos passos de Seu Mestre! Obrigado Roberto pelo selinho e pelo carinho com este blog!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MISSÃO: auxílio oportuno para nossa santificação!

De fato, descobri em minha missão um auxílio mais que oportuno para não me desviar do caminho da santidade.
Muitas vezes nos julgamos imunes às seduções que o mundo a todo instante nos apresenta... Quanta ingenuidade! Comprovamos então, a grande sabedoria de Jesus em nos exortar: "Vigiai e orai para não caírdes em tentação".
Convivi com uma ameaça nos últimos dias: de ver retornar a "mulher velha" que pensava, jazia morta em algum lugar do passado...

Felizmente, consegui extrair aprendizado deste tropeço: "relembrar" a importância de viver em oração, de disciplinar os sentimentos, de estar sempre de prontidão para, se necessário, empreender a "heróica" fuga do pecado.

Hoje, diante do Santíssimo Sacramento, antes iniciar a missão, perguntei à Jesus:
"Senhor, ainda me quereis à Vosso serviço?"
Senti que Jesus me acolhia e se compadecia de mim e imediatamente, lembrei-me daquela passagem da profecia de Isaías:
"A quem enviarei? Quem irá por nós?"
E eu não poderia dar outra resposta que não a do profeta:
"Aqui estou, enviai-me!"

Então, no decorrer do dia pude perceber a graça de abraçar a missão... Como nos fortalece em nossas fraquezas! Como nos compromete com a busca por uma vida santa!
E nós, muitas vezes em nossa arrogância, ainda achamos que servindo à Deus estamos Lhe prestando favores! Quanta soberba e ignorância!
A missão nos cura, nos dignifica, fortalece e alegra nossa alma!

Ah! Como é bom voltar pra casa! Que saudade, que tristeza senti ao me afastar do meu Jesus... ainda que tenha me ausentado só por uns momentos...
Pude "aprender" algo que já sabia e o salmista já dizia:
"SOIS MEUS O MEU SENHOR, FORA DE VÓS NÃO HÁ FELICIDADE PARA MIM." (Sal 15,2)

Ninguém é feliz olhando para dois caminhos, a vida é feita de escolhas e escolhas que devem ser coerentes com o que acreditamos, pensamos, falamos...
Quem vive na incoerência, vive na perturbação, agride sua identidade, fragiliza sua alma e perde o sentido da vida.
Não podemos correr o menor risco de que isso aconteça conosco! Vigiemos e oremos, portanto, para que não caiamos em tentação, mas como cristãos, vivamos uma vida digna desse nome!

Quero fazer, desta música que postei abaixo, a minha oração, a minha súplica à Deus, para também reforçar o meu desejo, o meu compromisso de jamais me desviar do "Caminho"!


Alvo mais que a neve quero ser
Pra te honrar, pra te agradar
E em santidade vou viver
Em todo o tempo, pois sou teu templo

Renuncio tudo o que é impuro
Renuncio minha carne
Renuncio o mundo
E os sonhos que não te glorificam, Senhor
Eu renuncio por amor

Eu quero ser santo, santo, santo
Como santo és, Senhor
Eu quero ser santo, santo, santo
Como santo és
Como santo és, Senhor
(Eu quero ser santo - autoria: Eyshila)

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