quinta-feira, 7 de julho de 2011

O mesmo e único sacrifício infinito de Cristo na Cruz!



Missa de cura e libertação, missa afro, missa sertaneja, showmissa...
 Afinal, essas definições constituem uma distinção entre uma missa e outra? Todas tem o mesmo valor?
Sua importância depende do padre que a celebra?

Abaixo, o esclarecimento de Pe. Cido Pereira, pároco na Paróquia N.S. das Dores, no bairro Casa Verde, vigário episcopal para pastoral da comunicação em SP e diretor do jornal "O São Paulo", dado a um ouvinte do programa
"Bom dia, povo de Deus", do qual é apresentador, na rádio 9dejulho católica:

"Certos nomes dados à missa confundem demais o nosso povo e muitos deles chegam a esvaziar o sentido profundo da celebração eucarística.
É o caso, por exemplo, dos tais “showmissa”, missa de cura e libertação, missa afro.
Na verdade existe só a missa.
A expressão “showmissa”´é profundamente desrespeitosa. Se cantores populares cantam na missa, tudo bem. Se depois da missa há um espetáculo musical, tudo bem. Mas chamar de “showmissa” o maravilhoso sacramento do altar é ir longe demais. 
A missa atualiza o sacrifício redentor do Cristo.
Por isso toda missa, qualquer missa é de cura e libertação.
É impróprio, portanto, realizar missas de cura e libertação, dando a impressão que as demais missas não o são.  Impressiona também o fato de se classificar a missa pelos padres que celebram. Vou à missa do padre x, do padre y. Todo padre age na pessoa do Cristo durante a celebração eucarística e achar que o nome do padre faz diferente a missa não é correto. Ultimamente se fala também em missa sertaneja. São missas em que as músicas são cantadas no estilo sertanejo. Nada demais se as missas cantadas foram compostas no estilo sertanejo. O que não é correto é colocar letra em música sertaneja de domínio público. Elas acabam sendo um desrespeito ao compositor original da música e um desrespeito aos compositores cristãos que produzem belíssimas composições com músicas belíssimas e letras que lembram o momento celebrativo. Agora, a missa afro, deveria ser uma missa igual a qualquer missa, valorizando, porém, a cultura afro no tocante à música e ao colorido das roupas. Mais do que isso é desrespeito ao Sacramento. Misturar nossos santos com divindades do candomblé, da umbanda, é desrespeito ao Sacramento." 

“Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade.”
(Santa Matilde)

Quando vocês vêm o sacerdote aplicado ao Santo Sacrifício, fazendo as suas preces, envolvido pelo povo santo, que foi lavado pelo precioso Sangue, e o divino Salvador que se imola sobre o altar, pensam vocês que estão ainda sobre a terra?
Não acreditam vocês estarem elevados até o céu?
Ó milagre! Ó bondade!
Aquele que está sentado à direita do Pai encontra-se por um momento entre nossas mãos e vai se dar àqueles que o querem receber”.
(São João Crisóstomo)

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Esperança da Primavera!

Sim, espero a primavera, Senhor!
A primavera com suas folhas verdes, suas flores, suas cores, seus frutos, a primavera de tuas promessas concretizadas, de teus sonhos realizados em minha vida...
Sim, eu espero... ás vezes a espera é solução, sobretudo, quando se espera em Deus!
E enquanto espero, invoco o Senhor, para que me ajude a viver com amor, obediência e fidelidade este inverno.

Inverno rigoroso, cujo clima seco murcha meu ânimo, cujo frio impiedoso, endurece meu coração,  procura congelar, destruir minha esperança...
Ah, mas como pode ela (a esperança) morrer, acabar?
Acaso minha esperança não és Tu, Senhor?
Sim, "a Esperança" não morre mais, a morte não tem mais poder sobre ela, ressuscitou e vive para sempre!

Por isso, com Tua graça, Senhor Jesus, quero adquirir todo o aprendizado que este inverno vier a me proporcionar, quero viver com amor e intensidade cada momento dessa dura estação, quero te louvar por cada folha seca que cai ...

São promessas de renovação, eu sei!
Sei que na primavera brotarão outras, novinhas, mais verdes, então, nascerão frutos, suculentos, maduros, produzidos por um tempo de espera vivido com confiança, na tua presença,
Meu Deus e Meu Tudo!

 

"Vós que temeis o Senhor, confiai nele,
e a vossa recompensa não falhará.
Vós que temeis o Senhor, esperai coisas boas:
alegria duradoura e misericórdia"
(Eclo 2,8-9)

O silêncio na Liturgia também comunica!

"Mistério não faz barulho, e menos ainda mistério de fé; apesar de precisar romper o silêncio para ser celebrado, partilhado, comunicado, festejado, é sempre acompanhado dele."

Com a reforma litúrgica do Vaticano II, o silêncio enquanto tal entrou nas normas como parte integrante das celebrações. A Constituição Sacrosanctum Concilium - após determinar que se deve incentivar a participação ativa dos fiéis através das aclamações, respostas e cânticos - acrescenta:
"Guarde-se também, em seu devido tempo, um silêncio sagrado".

"O silêncio orante, celebrante e participativo só se alcança à medida que se vai amadurecendo na fé e na própria dimensão humana da vida.
É fruto de exercício.
Só assim ele comunica."

E a Instrução Geral do Missal Romano reafirma essa determinação, quase nos mesmos termos:

"Oportunamente, como parte da celebração, deve-se observar o silêncio sagrado".
Como que para ressaltar a importância do silêncio nos atos litúrgicos, o Apocalipse nos mostra que ele era observado até na "grande liturgia celestial":
 "Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no Céu durante cerca de meia hora" (Ap 8,1).

E o Pe. Antonio Alcalde exprime o bom efeito desses períodos em que cada fiel se recolhe para ouvir em seu coração a voz da graça:
"Na música calada, na música divina do silêncio, na solidão sonora, na harmonia interior de cada um, Deus fará ressoar sua eterna melodia de amor para com todas as suas criaturas".

"Um dos elementos de maior valor na celebração litúrgica"
O silêncio na Liturgia não é, portanto, um mero tempo de mutismo, nem de espera vazia, entre duas partes da celebração. Pelo contrário, ele é conatural com a oração, é uma abertura para Deus e um reencontro consigo mesmo.
E longe de reduzir os fiéis a expectadores estranhos e mudos, ele os integra "mais intimamente no mistério que se celebra, em virtude das disposições interiores que derivam da palavra de Deus que se escuta, dos cantos e das orações, e da união espiritual com o sacerdote", conforme consta na Instrução Musicam sacram...
... O Pe. Antonio Alcalde é ainda mais categórico, pois o qualifica como sendo o auge da prece: "Deve-se explicar devidamente aos fiéis a razão do silêncio litúrgico, o qual não é o contrário da prece, mas constitui o auge da mesma"...

A melhor preparação para celebrar a Eucaristia
O melhor meio de se preparar devota e dignamente para a Celebração Eucarística é manter o silêncio no recinto sagrado, inclusive na sacristia e locais próximos.

A esse respeito, Mons. Peter J. Elliott assinala com toda clareza:

"O silêncio é a melhor preparação para a Liturgia.
Exceto alguma música apropriada, não se deve permitir nenhum menosprezo ao direito que o povo tem à tranqüilidade antes da Eucaristia...
Se é tão importante a abstenção de falar e de perturbar com atividades inoportunas o recolhimento dos assistentes antes da Missa, mais ainda o é, obviamente, durante a Celebração.

Momentos de silêncio durante a Missa
O Missal Romano propõe vários intervalos de silêncio ao longo da Celebração da Eucaristia.

*No Ato Penitencial, o sacerdote e os fiéis devem fazer juntos um momento de silêncio antes da oração "Confesso a Deus todo-poderoso".

*Na Liturgia da Palavra, se parecer oportuno, pode-se observar um breve tempo de silêncio após cada leitura e também depois da homilia, para que todos tenham oportunidade de meditar brevemente sobre o que acabaram de ouvir.

*A Preparação das Oferendas - esse ato tão denso da Celebração, em que, terminada a Liturgia da Palavra, vaise passar para a Oração Eucarística - é um momento especial para criar um ambiente de recolhimento e interiorização. Para isso pode-se contar com a ajuda de uma música de fundo ou de um coral que interprete alguma peça polifônica.

*Terminada a distribuição da Comunhão, se for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram algum tempo em silêncio, podendo a assembléia entoar ainda um hino, salmo ou outro cântico de louvor.

Comenta, a propósito, o Pe. Antonio Alcalde:

"Se não forem incentivados esses silêncios, a Celebração pode converterse em uma sucessão de palavras, orações e ritos amontoados uns sobre os outros, e nos encontraremos envolvidos na assistência rotineira, na dispersão, no ruído e, sobretudo, na falta de participação".

A Igreja dá tanta importância a esses períodos de recolhimento que os recomenda até mesmo nas Missas celebradas para as crianças, "para que não se conceda um lugar excessivo à ação externa, pois também as crianças, à sua maneira, são realmente capazes de meditar" e precisam aprender "a entrar em si mesmas e a meditar, rezar e louvar a Deus em seu coração".

"A ausência de iniciação ao silêncio na catequese, na vida de oração e na própria evangelização, é que acaba repercutindo na expressão litúrgica."

Finalidade dos intervalos de silêncio
Como se deduz facilmente pelo que foi dito acima, a natureza dos diversos intervalos de silêncio depende dos momentos da Liturgia em que eles são observados.

Assim, o silêncio recomendado antes de iniciar a Celebração, e o prescrito no Ato Penitencial, têm por finalidade mover os fiéis à concentração e ao recolhimento. Outros visam proporcionar aos assistentes um clima de meditação a respeito do que acabaram de ouvir nas leituras ou na homilia. Há também o silêncio que não pretende outra coisa senão o descanso e a espera, num ambiente de calma e tranqüilidade, como é o momento do Ofertório. Por fim, o tempo de recolhimento após a recepção do Corpo de Cristo cria uma atmosfera de interiorização e de apropriação, propícia aos atos de agradecimento e de louvor.

Outro conceituado tratadista de Liturgia, Juan Martín Velasco, acrescenta que é também indispensável na Missa o "silêncio de adoração", e diz que cada comunidade deve descobrir o ponto em que ele possa ser devidamente encaixado. Porque - explica ele - nenhuma celebração terá alcançado a altura religiosa exigível se, em determinado momento, "nós, que nela participamos, não cheguemos a ‘cair com o rosto em terra', a experimentar a insuficiência de nossas palavras, a torpeza de nossos melhores gestos, a inadequação de nossos pensamentos ante a Divina Majestade, o esplendor da beleza, a augusta santidade de nosso Deus" .


"... Amigos, não tenham medo do silêncio e da quietude, ouçam Deus, adorem-no na Eucaristia! Deixem que sua palavra forje o seu caminho como desenvolvimento da santidade..."
(PAPA BENTO XVI)

sábado, 2 de julho de 2011

O meu Imaculado Coração será o teu refúgio



"... Se a Igreja é para nós o depósito da fé, Maria se torna assim o depósito das almas, nenhuma alma que nela se encontra escondida perecerá nas mãos do inimigo, porque Deus dignou-se realizar maravilhas por meio dela. Nenhum mal nos atingirá, pois debaixo do manto materno de Maria estaremos seguros e enquanto estivermos no ventre de Maria, Deus continuará realizando em nós a sua obra de reconstrução do homem novo aos moldes de Jesus.


Na segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima no dia 13 de Junho 1917, quando ela respondeu para Lúcia que ela ficaria na terra por mais tempo, para espalhar no mundo a devoção ao seu Imaculado Coração, Lúcia perguntou a Maria;
“fico cá sozinha? Perguntei com pena.

Não filha! Não desanimes.
Eu nunca te deixarei.
O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus”.
(Memórias da Ir. Lúcia).

 Em Maria alcançaremos a graça da perseverança, da virtude e da fidelidade a Deus. Lúcia foi fiel a este pedido de Maria até o fim do seus 97 anos. Ela não foi poupada dos sofrimentos, das calunias e perseguições, mas também não foi desamparada. Não devemos deixar que o orgulho faça de nós cristãos presunçosos e prepotentes, a ponto de acreditarmos que não precisamos de Maria, que não precisamos da sua intervenção e de sua proteção, pois Deus quis em primeira mão confiar a Maria a redenção do homem, que por meio do seu ventre, foi possível  Jesus vir ao mundo para que todos pudessem ser salvos.  Feliz é o homem que em tudo confiou a Maria, suas riquezas. Sim mãe, eu quero guardar em seu coração, neste vaso espiritual todo o meu tesouro, toda minha vida, minha vocação e principalmente minha fé, lugar do meu encontro com Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"O Dono da casa"

Toda 5ª feira à tarde, acompanho uma ministra da Eucaristia, na visita de alguns enfermos da comunidade. Tem sido uma experiência muito rica, sobretudo, porque conhecia dona Joana (a ministra) só de cumprimentar e trocar algumas palavrinhas...nossa, não sabia o que estava perdendo, é a simplicidade em pessoa, muito discreta, "trabalhadeira", de pequena estatura, mas uma gigante na fé. 
Ela veio do interior de Minas Gerais, desde pequena acompanhava a mãe que fazia visitas no hospital e participava do apostolado da oração, o pai era vicentino.
Veio pra São Paulo, casou-se e assim que se estabeleceu começou a perguntar pela vizinhança onde era a Igreja Católica mais próxima, ao que lhe informaram: "Ih, dona Joana, fica meio longe!"
"Tem nada não, o sinhô me dá umas indicação, que eu chego lá! respondeu ela.
Caminhando bastante, a fita do apostolado nas mãos, perguntando aqui e acolá, logo avistou a Cruz da Igreja NSdo Carmo e após participar da Santa Missa, esperou a assembléia se retirar, para ir em busca da "presidente" do apostolado à qual se apresentou e foi logo intimando, rsrss,  "Tô chegano de Minas, sou do apostolado e queria servir aqui".


Acho que isso já faz mais de trinta anos!!!
E dona Joana continua firme e forte no apostolado, como ministra da Eucaristia e nas visitas aos enfermos da comunidade.
A primeira vez que entrei em sua casa, adentrando na sala me deparei com um crucifixo na parede (presente de casamento de sua mãe), ela informou: "Esse é o Guardião da casa", e apontado para um quadro, que se encontrava no alto de uma escada no corredor central da casa, apresentou:
"Aquele é o dono da casa"!
"Só podia ser", pensei contemplando o quadro do Sagrado Coração de Jesus!
Sabe meus amigos, fiquei profundamente tocada naquele momento, com lágrimas nos olhos... Dona Joana não é dada a frases de efeito, quando ela diz que o Sagrado Coração de Jesus é o dono de sua casa, ela REALMENTE vive essa realidade!
Uma mulher rara e preciosa, de muita oração... outro dia mesmo me dizia: "Catinha, num dianta, tudo na minha vida é na base da oração, senão, não funciona. Até pra dormir, quando falta o sono, meu remédio é o terço, até encontra o sono..."
E a primeira visita que fiz ao seu lado então?
Fiquei desconcertada ao ouvir na simplicidade de suas palavras, tanta sabedoria!
 Na primeira casa que chegamos, a doente estava com uma visita, que a levaria para uma consulta. Então a filha que também estava presente explicou para essa visita, meio constrangida: "Elas vieram fazer uma oração, mas é rápido!". A visita respondeu: "Se não demorar muito, eu espero aqui". Ao que prontamente dona Joana respondeu: "Olha não costuma demorar não, só não sei lhe dizer certinho quanto tempo, porque nunca marquei no relógio... sabe como é, pra Deus a gente não marca hora!" 
E sabe o que é mais impressionante, dona Joana dispara essas "máximas" de sabedoria, falando tão mansamente e sempre com um largo e cativante sorriso, que eu nunca vi ninguém ficar ofendido, pelo contrário, as pessoas são contagiadas pela unção de suas palavras.
Bom, eu com certeza poderia ficar horas narrando a linda história de fé, que dona Joana continua a escrever com uma vida tão repleta de dignidade, amor à Deus, dedicada à sua linda família, à Igreja e a todos que tem o privilégio de se aproximar dela, mas, o que eu queria mesmo neste dia especialíssimo era homenagear o Sacratíssimo Coração de Jesus, com a história desta Mulher, Mãe (com M de Maria), esposa, e serva de Deus, minha querida dona Joana, que em sua humildade e simplicidade abundantes, conseguiu se "formar", com louvor, na "faculdade" da espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus!  



"Coração de Jesus, ardente de amor por nós,
inflamai o nosso coração de amor por Vós."

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