Missa de cura e libertação, missa afro, missa sertaneja, showmissa...
Afinal, essas definições constituem uma distinção entre uma missa e outra? Todas tem o mesmo valor?
Sua importância depende do padre que a celebra?
Abaixo, o esclarecimento de Pe. Cido Pereira, pároco na Paróquia N.S. das Dores, no bairro Casa Verde, vigário episcopal para pastoral da comunicação em SP e diretor do jornal "O São Paulo", dado a um ouvinte do programa
"Bom dia, povo de Deus", do qual é apresentador, na rádio 9dejulho católica:
"Certos nomes dados à missa confundem demais o nosso povo e muitos deles chegam a esvaziar o sentido profundo da celebração eucarística.
É o caso, por exemplo, dos tais “showmissa”, missa de cura e libertação, missa afro.
Na verdade existe só a missa.
A expressão “showmissa”´é profundamente desrespeitosa. Se cantores populares cantam na missa, tudo bem. Se depois da missa há um espetáculo musical, tudo bem. Mas chamar de “showmissa” o maravilhoso sacramento do altar é ir longe demais.
A missa atualiza o sacrifício redentor do Cristo.
Por isso toda missa, qualquer missa é de cura e libertação.
É o caso, por exemplo, dos tais “showmissa”, missa de cura e libertação, missa afro.
Na verdade existe só a missa.
A expressão “showmissa”´é profundamente desrespeitosa. Se cantores populares cantam na missa, tudo bem. Se depois da missa há um espetáculo musical, tudo bem. Mas chamar de “showmissa” o maravilhoso sacramento do altar é ir longe demais.
A missa atualiza o sacrifício redentor do Cristo.
Por isso toda missa, qualquer missa é de cura e libertação.
É impróprio, portanto, realizar missas de cura e libertação, dando a impressão que as demais missas não o são. Impressiona também o fato de se classificar a missa pelos padres que celebram. Vou à missa do padre x, do padre y. Todo padre age na pessoa do Cristo durante a celebração eucarística e achar que o nome do padre faz diferente a missa não é correto. Ultimamente se fala também em missa sertaneja. São missas em que as músicas são cantadas no estilo sertanejo. Nada demais se as missas cantadas foram compostas no estilo sertanejo. O que não é correto é colocar letra em música sertaneja de domínio público. Elas acabam sendo um desrespeito ao compositor original da música e um desrespeito aos compositores cristãos que produzem belíssimas composições com músicas belíssimas e letras que lembram o momento celebrativo. Agora, a missa afro, deveria ser uma missa igual a qualquer missa, valorizando, porém, a cultura afro no tocante à música e ao colorido das roupas. Mais do que isso é desrespeito ao Sacramento. Misturar nossos santos com divindades do candomblé, da umbanda, é desrespeito ao Sacramento."
“Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade.”
(Santa Matilde)
“Quando vocês vêm o sacerdote aplicado ao Santo Sacrifício, fazendo as suas preces, envolvido pelo povo santo, que foi lavado pelo precioso Sangue, e o divino Salvador que se imola sobre o altar, pensam vocês que estão ainda sobre a terra?
Não acreditam vocês estarem elevados até o céu?
Ó milagre! Ó bondade!
Aquele que está sentado à direita do Pai encontra-se por um momento entre nossas mãos e vai se dar àqueles que o querem receber”.
(São João Crisóstomo)